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Show do Guns´n Roses
Quatro horas de espera por Axl Rose

por Penny Lane
08 de março, 2010


Ginásio de esportes Nilson Nelson lotado de fãs de todas as gerações. O show estava marcado para começar às 20:30, e realmente começou, com uma surpresa: a banda brasiliense Khallice fez as honras da casa em mais ou menos 40 minutos de apresentação.

Em seguida veio Sebastian Bach, que do alto de seus 41 anos apresenta ainda corpinho de 20. O show do ex-vocalista do Skid Row durou desnecessários 80 minutos, fazendo o público ficar exausto de tanto esperar. Como se não bastasse a espera, chovia dentro do ginásio através de goteiras imensas que caiam sobre o palco e o público da pista.

Até então o cansaço era até suportável, quando recebi uma mensagem de um amigo que trabalhava na segurança particular de Axl Rose, dizendo que até as 22:30 da noite o vocalista não havia chegado a Brasília. Passou a noite no Rio, embalado por uma festinha na casa de amigos. Não havia dormido nada na noite anterior e estava sem presa para chegar em Brasília. O cara só chegou ao ginásio Nilson Nelson por volta da meia noite. Correu, trocou de roupa, e pisou no palco no Ginásio à 00:20.

Nós, inocentes cordeirinhos, aceitamos com paciência o chá de cadeira(?)que levamos. Afinal, um show internacional desse porte deve sempre ser prestigiado. Vai que os produtores e as bandas não se convencem que somos um público fervoroso e merecedor de espetáculos desse nível e nos abandona como há anos atrás, certo?

Errado! Não precisamos provar nada. Temos público suficiente para qualquer show e não precisamos que nos tratem como nécios e provincianos como fez nosso estimado rock star Axl Rose.

O cara simplesmente desdenhou de nossa capacidade de reação, esperava que na véspera de um dia útil pudéssemos ficar até as três e meia da manhã assistindo a uma banda que, apesar de clássicos como November Rain e Sweet Child o´Mine, não está mais em evidência em qualquer país do mundo. E me causa náuseas saber que um bosta desses fez uma lista enorme de exigências para sua estada em Brasília, sendo que sua pretensão era passar o menor tempo possível na capital.

Houve vaias, alguns jogaram garrafas de plástico vazias no palco para protestar contra o atraso descabido, mas no final todos assistiam boquiabertos a um cantor que perde a voz na sexta música em um show com 25 canções.

Não há como negar que o show foi fantástico, apesar do som estar baixo para o calibre do espetáculo, mas esperar mais de quatro horas, em pleno domingo, por um show que custou os olhos da cara é uma falta de respeito sem tamanho. Pelo que consta, o problema não é da produção, e sim da estrela que fez questão de chegar depois do horário combinado. Mas será que não existia um contrato?

Axl Rose, meu ídolo na adolescência, é hoje apenas um rastro do que já foi. As pessoas, que esperaram anos para ver a banda em Brasília, já estavam cansadas demais para vibrar como gostariam. Queremos sim entrar para a tal da "rota de shows internacionais", mas não merecemos ser tratados como imbecis.







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