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Coral de Espíritos
Banda fala de sua trajetória, composições e relacionamento com o público.
por Rômulo Poser 24 de novembro, 2009 
Vagando pelo My Space da vida encontrei o link para o portal da banda, Coral de Espíritos. Conhecia a banda pelo nome, mas até então nunca tinha escutado o som. Foi o que me motivou a elaborar uma entrevista com a banda. Baixou um momento de nostalgia escutando as faixas de Whisper Of Dead Light", novo trabalho que por enquanto o ouvinte pode conferir no seu endereço do My Space. Conversei com o Eduardo Stefano (baixo), onde trocamos algumas palavras sobre influências, shows e outros detalhes. Confira mais sobre esta promissora banda que tem em sua formação Diego Moscardini (guitarra e voz), Vitor Hormidas (guitarra) e Daniel Moscardini (bateria).
Alguns sons de "Whisper Of Dead Light", encontram-se no My Space. Quais os critérios que vêm sendo adotados para promover este trabalho? Algum selo vai ajudar na distribuição?
Eduardo Stefano: Até agora nenhum selo se manifestou para a prensagem do CD. Mas já estamos nos contatando com alguns selos pelo Brasil para facilitar a distribuição.
A formação contava apenas com um power trio, em que momento vocês acharam que era necessário a entrada do Vitor Hormidas (guitarra) para a banda?
Eduardo: Desde o começo da banda, a segunda guitarra já era imaginada, tanto nas composições como nas execuções. O som que estamos buscando exigia a segunda guitarra.O problema era encontrar um guitarrista com que se encaixasse no perfil da banda. Passamos por vários testes com outras guitarristas até chegarmos ao Vitor, que felizmente se adaptou muito bem à banda.
Nos dias atuais estamos divididos na grande maioria por dois estilos: o velho metal oitentista e seus adereços, e a turma do metalcore, algo bem característico dos anos dois mil. A Coral de Espíritos vem quebrando este seguimento, já que o som é calcado no death metal da flórida - anos noventa puro. Como é lidar com um público totalmente alienado nas duas primeiras eras citadas?
Eduardo: Essa questão do público é um pouco complicada. Como você mesmo citou estamos entre várias coisas bem definidas. Eu acrescentaria alguns estilos progressivos que também estão bem situados no mundo do metal hoje. Nosso público é divido entre aqueles que curtem o metal mais pesado e extremo, e aqueles que estão mais ligados aos toques progressivos. Mas até agora estamos sendo bem aceito por vários tipos de públicos. Acho que muitas bandas do DF hoje em dia vêm buscando essa diferenciação do tradicionalismo no metal.
Claro, ao ouvir as músicas do C.D.E é inevitável não lembrar do grande e falecido Chuck Schuldner. O que os trabalhos das bandas Death e Control Denied representam na vida musical de cada integrante?
Eduardo: As lembranças do Chuck em nossas músicas sempre estão presentes. A banda Death teve uma influencia muito acentuada no início da banda. Eu e o baterista, Daniel, tínhamos um cover de Death aqui em Brasília. Montamos a banda cover para tocarmos em apenas dois shows, onde dividiríamos entre eles o Live in LA. Para mim, e acredito que também posso falar em nome do Diego e do Daniel, que conheço a mais tempo, a banda Death foi o início de uma mudança em nosso comportamento composicional. Ao ouvirmos Death, percebemos a possibilidade da combinação entre o som pesado, a técnica e a melodia. Isso é muito visível se analisarmos a ordem com que nossas músicas foram compostas. As primeiras ainda seguiam com uma forte presença do thrash, que foi sendo liberado até quase sumir das composições.
Lembramos também de elementos pouco usado no estilo death metal, apenas algumas bandas usam no circuito mundial, além da extinta e citada Death temos a Cynic (EUA), no geral são poucas. Enfim, o chamado Tecnical Death Metal resume elementos do progressivo ao mais extremo. Para reproduzir as músicas ao vivo exige um cuidado maior? Até mesmo tirando aquela peformance de uma banda de metal extremo?
Eduardo: A execução das músicas exige um cuidado muito grande. Desde a regulagem sincronizada dos equipamentos até a atenção tomada no show. É notório que em alguns riffs é impossível termos uma presença de palco ao grande estilo do metal. A atenção na execução tem de ser levada em conta o tempo todo. Mas também temos passagens onde podemos aplicar mais a performance clássica. Acredito que os momentos de atenção não afetam muito em nossa interação com o público. Nos shows podemos notar que enquanto estamos concentrados nos compassos e nas notas, o público também está. Acredito que por termo músicas com solos variados de guitarra, bateria e baixo, além de riffs mais elaborados, muitas pessoas vão aos nossos shows para 'prestar atenção' nas execuções, então a performance mais 'agitada' não nos faz tanta falta. Mas é claro que nos momentos de empolgação ela está sempre presente.
Muito obrigado pelo tempo. Deixe uma mensagem para os leitores do Rock Brasília!
Eduardo: Gostaria de dizer aos leitores do Rock Brasília que não deixem de conferir nossas músicas no My Space. Quando possível, apareçam em nossos shows para escutarmos as músicas ao vivo e dar uma força ao metal de Brasília que anda meio carente de público. Um grande abraço a todos.
http://www.myspace.com/coraldeespiritos
Há 15 comentário(s) para esta entrevista Leia, comente, discorde, opine... Fala que eu te escuto!
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