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Mortaes
Entrevista com o vocalista e guitarrista Fabrício Moraes
por Fellipe CDC 17 de abril, 2009 
Fabrício, tudo bem? Antes de mais nada, é uma honra poder entrevistá-lo. Obrigado ao site Rock Brasília pela oportunidade. Sua jornada pelo Metal é bastante longa e antiga, mas dá para fazer um pequeno resumo de toda essa trajetória, desde da época da Crossbones, em Minas, até os dias atuais com a Mortaes.
Bom, vou um pouco antes, pois é longa mesmo! rs... Minha primeira banda foi o Mephisto de Juiz de Fora(MG), na qual gravei minha primeira demotape em 1990. Logo depois veio o Crossbones(tbém de Minas), e com eles gravei duas demotapes: uma em 1992 e outra em 1993. Aí no final do ano 2000 vim para Brasília, onde toquei com o Abhorrent( gravei o EP Cartharsys), Dark Avenger, Harllequin( gravei o dvd Live in São Paulo e o 1º e único álbum deles). Aí estruturei o Mortaes em 2007.
Por que decidiu fundar a Mortaes? Podemos considerar que a Mortaes reuniu um pouco de cada uma das bandas por onde passou, culminando em sua maior realização metálico-musical?
Cara, sem dúvida o Mortaes é a grande expressão musical da minha carreira. E a decisão de montar uma banda assim foi exatamente para que eu tivesse total liberdade pra criar e agir. E estou muitíssimo feliz com os resultados.
Recentemente a tecladista saiu. Pretendem fazer testes para que outra pessoa assuma o cargo ou a Mortaes seguirá como um quarteto (Maurício Jr. – baixo -, Cláudia – vocal -, Daniel – bateria – e Fabrício – guitarra e vocal) de agora em diante?
É bem provável que seguiremos como um quarteto. Até porque estamos gostando muito do resultado tanto nos ensaios como nos shows.
Como pintou a idéia e qual trabalhoso foi reunir tantos músicos para a participação no debut Obsessive Visions, de 2007?
A idéia apareceu de uma maneira bem despretensiosa. Só que a medida que um ou outro convidado ia participando do cd, os resultados eram simplesmente fantásticos. Coisa que acabou me empolgando e dando margem a mais participações. No geral, foi uma idéia que deu muito certo para um 1º álbum.
A iniciativa de produzir uma música que agregasse estilos como Death, Black, Thrash e melodias neoclássicas está agradando bastante a mídia especializada, mas conte da reação do público. Como os Headbangers estão aceitando essa grande fusão?
A resposta do público não poderia ser melhor. Eles (público e mídia) sempre sacaram o que eu gostaria de passar nas composições do MORTAES.
Quando você decidiu que viveria da música? Como está sua academia de guitarras?
Tem muito haver com a paixão pelo Heavy Metal. Desde 13/14 anos, isso lá no meio da década de 80 vi que era isso que eu queria pra minha vida. E a Academia de guitarra tá indo muito bem!!
Como os outros integrantes estão contribuindo com as composições da Mortaes? Falando nisso, como estão as músicas novas e para quando podemos esperar um novo CD?
Normalmente quem compõe e arranja as músicas no MORTAES sou eu. Mas os outros integrantes trabalham tanto quanto eu, só que em outras frentes. Como contatos, mídia, publicidade, gerenciamento, definição de metas e outras coisas.... Na verdade, essa atual formação está me dando esse presente. E não deixando tudo nas minhas costas como já aconteceu... A coisa tá funcionando por causa disso.
E já tenho sim algumas composições novas. Mas ainda é cedo pra falar sobre um novo álbum.
Já que você viaja muito tocando ao redor do Brasil, gostaria de saber qual a visão que os Headbangers de outros estados tem do cenário metálico do DF? <\b>
A impressão é melhor possível. Pois Brasília tem ótimas bandas e algumas com reconhecimento a nível nacional dentro da cena. Como Violator, Dark Avenger, Khallice e outras...
Grafar o nome da banda, Mortaes, com a letra ‘E’ e a própria disposição das letras no logotipo, foi intencional para uma referência direta ao seu sobrenome, Moraes?
Exatamente, morTaes é uma analogia com o meu sobrenome que é Moraes.
Você acha que é possível uma pessoa viver da música Heavy Metal no Brasil? Se não, o que falta para isso?
Definitivamente o Brasil é cheio de grandes talentos. Em aspectos como qualidade dos músicos , composições, criatividade não perdemos em nada para os gringos. Muito pelo contrário! Mas infelizmente o Heavy Metal no Brasil não é profissional em termos de estrutura. A não ser algumas poucas bandas que se encontram nos grandes centros e que já se abriram para um mercado no exterior. Nós que estamos no underground e tentamos levar a coisa o mais sério possível nos deparamos freqüentemente com pessoas amadoras que dificultam em muito a trajetória em nossa carreira. Mas eu acho sim, que com muita determinação, talento, persistência e muita paixão no que faz é possível tornar uma banda de Metal viável financeiramente.
Vocês farão alguns shows fora do DF no mês de abril. Por onde passarão? Há mais shows agendados para o 1º semestre de 2009?
A gente sai agora dia 11 de abril para uma turnê no norte/nordeste do país. Passaremos por cidades como São Luís(MA), Parnaíba(PI), Teresina(PI), Belém(PA), Manaus(AM), Rio Branco(AC), Porto Velho(RO). Ao retornarmos temos agendado aqui no DF o tradicional festival Headbangers( no Cruzeiro) dia 16 de maio e o Marreco’s Fest do dia 20 de junho. Há outros convites mas nada confirmado ainda.
Para encerrar, as famosas considerações finais.
Gostaria de agradecer a oportunidade da entrevista pra o site Rock Brasília. E dizer que a cena metal brasiliense está crescendo , com ótimas bandas de som autoral lançando álbuns de nível internacional. Mas é fundamental que o público de Brasília valorize e apóie essas bandas, para que elas possam sair de uma estrutura amadora e consigam assim almejar um patamar compatível com o talento e a qualidade que tem.
Contato MORTAES:
http://www.mortaes.com.br
http://www.myspace.com/mortaes
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