|
|
|
Release |
|
|
| |
|
Publicidade |
|
|
|
|
NewsLetter |
|
|
| |
|
Números |
Visitas: 133182
Publicações: 373
Comentários: 2240
BandasCadastradas: 184
MúsicasOnLine: 42
|
| |
|
|
|
|
|
Fernando Rosa
Jornalista, produtor e apresentador de rádio conta sobre sua trajetória, carreira e responde as polêmicas em torno de suas "preferências musicais".
por Penny Lane 
O gaúcho Elbio Fernando da Rosa, 54 anos, o Fernando Rosa, é uma referência nacional no que se refere a rock independente e jornalismo musical. Nascido em Pinheirinhos, quarto distrito de Santo Antônio da Patrulha, no interior do Rio Grande do Sul, e radicado em Brasília desde janeiro de 1995, comanda há mais de 10 anos a revista virtual Senhor F (http://www.senhorf.com.br), fonte constante de matérias sobre a história do rock, ao mesmo tempo em que está antenado com as novas bandas.
Nos últimos anos vem se dedicando intensamente a integração entre as cenas musicais de países da América Latina, além do trabalho com o selo Senhor F, que mantém em parceria com Philippe Seabra, da Plebe Rude, e que já lançou 12 discos até o momento.
Em entrevista exclusiva ao site Rock Brasília, ele conta sobre sua trajetória, a carreira como produtor e apresentador de rádio, responde as polêmicas em torno de suas “preferências musicais” e os critérios que utiliza para seleção e promoção de novos artistas.
Como surgiu seu gosto pelo rock? E sua aproximação com a cena do rock independente?
Com Roberto Carlos e Beatles, num rádio à bateria, lá pelos idos de 1963, 64. Depois, vieram os festivais da Record e, aos 15, 16 anos, Woodstock e todas aquelas bandas. Mas nunca ouvi apenas rock, ao contrário, como muitos imaginam. Cresci ouvindo música regional do RS, já ouvi muito samba e jazz clássico, música folclórica latino-americana e reggae. Acho que já era "independente" desde os anos 70. No espírito "drop out" daquela geração, mas jogando dentro e fora das regras. Depois, foi apenas seguir ouvindo as coisas legais que foram surgindo, além dos limites oficialistas do mainstream. A partir da criação da revista Senhor F, em 1998, estreitei a relação com a nascente cena independente, na forma que hoje conhecemos. O resto é a história da revista, hoje portal, dos programas de rádio, das Noites Senhor F, do Festival El Mapa de Todos, do selo Senhor F Discos.
Como e quando foi sua mudança de Porto Alegre para Brasília? O que te atraiu em termos do rock local na época?
Morava em São Paulo desde 1987. Voltei pra Porto Alegre em meados de 1993. Fiz a campanha de uma senadora de lá, Emília Fernandes, e acabei vindo pra Brasília, em janeiro de 1995. Na época, tinha conhecido o Fred, baterista dos Raimundos, em São Paulo, na redação da revista Bizz. Ganhei uma fita-demo, que levei pro Sul. Lá, passei pro pessoal da então Rádio Felusp, hoje 107 Pop Rock, que tocou Nega Jurema muito antes de fazer sucesso. Na época, o pessoal da rádio também recebia as fitas-cassete do programa Cult 22, que me passavam. Mas, claro, antes disso, conhecia Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial. Depois, já em Brasília, conheci outras bandas, especialmente as dos anos 60, que nem o pessoal daqui tinha idéia que haviam existido. Quando cheguei, conhecia apenas o Olímpio Cruz, jornalista, irmão do Fernando Brasil, vocalista do Phonopop, que editou uma revista online também chamada Rock Brasília, no início da década. Daí fiz contato com o Marcos Pinheiro e com o Carlos Marcelo, que me receberam e introduziram no mundo do rock local, especialmente abrindo espaço na Rádio Cultura. Depois, novamente a convite do Marcos, passei a participar do programa Cult 22, com uma sessão especial, identificada com a marca Senhor F. Em 2001, realizamos a primeira Noite Senhor F, no Gate´s Pub, e passei a ter contato mais direto com a cena local. Nesse período, conheci muita gente, como o pessoal que fazia o Alucináticos, de onde saiu o Pedro Brandt, que hoje divide comigo o programa Senhor F 100,9 na Rádio Cultura (quinta-feira, às 22h).
Como e quando surgiu a marca Senhor F, que hoje é um selo, revista virtual e, por vezes, produtora?
Surgiu no início de 1998, fruto da mistura de espírito de colecionador, organizador e repórter. A marca Senhor F, na verdade, já era um "selo", agregado a um projeto de editar "pebbles" brasileiros (aquelas bandas obscuras e de garagem dos anos 60). O nome da revista era pra ser outro, nem lembro mais, acho que , uma tosquice assim. Mas, felizmente, num belo dia, antes da revista ir definitivamente pra rede, lembrei do tal "selo". Antigo fã dos Mutantes desde os anos 60 me senti bem com a idéia. Anos depois, falei com o Serginho Baptista e ele disse que Senhor F foi primeira composição deles, aos 14 anos. Acertei, acredito, pois a marca pegou, como avaliariam os publicitários. Depois, os produtos com a mesma marca foram se acumulando, por vezes até mesmo contra a minha vontade. Veio a Noite Senhor F, para divulgar a revista; o programa Senhor F - A História Secreta do Rock Brasileiro (no portal Usina do Som); o Senhor Festival que se transformou no El Mapa de Todos; o selo Senhor F Discos, em parceria com o Philippe Seabra, da Plebe Rude, e os programas Senhor F 100,9 (Cultura FM), e Senhor F Sem Fronteira (às segundas-feiras, na Rádio Câmara FM, 96,9MHz). A última "cria" da marca é a paternidade finalmente assumida da Produtora Senhor F, que sempre existiu na prática, mas sem as formalidades legais. Em associação com o Instituto de Educação, Tecnologia e Cidadania, também realizamos diversos projetos na área cultural. A última novidade é um curso sobre a história do rock, que iniciaremos em breve.
Quem são os artistas ou bandas que estão (ou já estiveram) ligados ao selo? Quantos discos já foram lançados?
Já lançamos 12 títulos, incluindo os segundos discos de alguns artistas. Aliás, este fato é motivo de orgulho para o selo, pois não surgimos com a idéia de ser apenas uma plataforma de lançamentos. Mas, sim, no melhor estilo independente, uma "casa" onde as bandas crescem, se desenvolvem, constroem carreira, discografia. O que significa que acertamos em nossa linha de ação. Não temos grana, ou temos o mínimo suficiente, mas temos conceito, credibilidade e respeito da cena independente nacional. Eu e o Philippe Seabra inauguramos o selo com uma coletânea, Clássicos da Noite Senhor F, reunindo 22 artistas e bandas que se apresentaram ao longo da história do evento, realizado no Gate´s Pub, parceria fundamental para nós e para o rock da cidade até hoje. Depois, lançamos o Beto Só, contrariando expectativas, mas apostando em seu talento, que se confirmou. Na mesma leva, como segundo lançamento individual, veio o disco de estréia da recifense Volver, Canções Perdidas Num Canto Qualquer, uma surpresa para a época. Na seqüência, lançamos o disco de estréia da gaúcha Superguidis que, ironicamente, havia sido ignorado por todos os selos, independentes, médios e grandes, a quem eles também enviaram o material. Depois, foi a vez do StereoScope, de Belém, donos de um belo repertório, disponível no primeiro disco, lançado pelo selo Ná Figueiredo, e no segundo, por nós. Ainda buscamos, em Rio Branco, no Acre, a banda Los Porongas, que infelizmente, por razões alheias a nossa vontade, não está mais no selo. Lançamos ainda uma coletânea com bandas locais, vinculada ao projeto Senhor F na Escola, com apoio do FAC, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. E o disco ao vivo do Graforréia Xilarmônica, banda clássica do rock gaúcho. Ainda lançamos um disco do argentino Rubin, em parceria com o selo Scatter Records. E, por último, um belo disco-tributo à lendária banda curitibana Emílio & Mauro. Agora, para este ano, além dos novos discos de Superguidis e StereoScope, vamos lançar o segundo disco dos brasilienses Sapatos Bicolores, que estréia por Senhor F Discos, depois de um belo disco anterior (pela Monstro Discos, de Goiânia). Também estamos fechando o lançamento de uma banda local que, em breve, divulgaremos. Ainda, estamos trabalhando a idéia de, inicialmente, distribuir no Brasil os discos dos argentinos El Mato a Un Policia Motorizado.
O mercado fonográfico vem passando por profunda mudança por conta da Internet, downloads e sites de compartilhamento musical. Como você vê esta revolução e como ela afeta seu selo como negócio?
Sou totalmente favorável ao download, até mesmo como forma de divulgar as bandas. Nesta semana Bob Dylan liberou uma das músicas de seu novo disco para download. O Móveis Coloniais de Acaju está lançando seu disco pela Trama Virtual, que criou o "download remunerado". Mas, ao mesmo tempo, acho que nada está definido neste terreno. Acredito que, nesta hora, é melhor apostar nos novos caminhos do que aferrar-se em velhas formas. O caminho é a parceria entre selos, produtoras e bandas, que promovam uma administração conjunta do processo. Apostamos nisso, com alguma dificuldade, mas estamos caminhando nessa direção na relação com os artistas do selo. Nesse momento, é verdade, pouco se vende em matérias de discos físicos, ou se vende mais seletivamente. A venda digital, por outro lado, ainda engatinha no Brasil, e acredito que vai demorar a pegar. Então, um selo, com uma visão antiga do processo, que pense viver exclusivamente da venda de discos, está ferrado. É preciso pensar as coisas de uma forma integrada, com selo, produtora e banda atuando conjuntamente. Além disso, é importante contar com parceiros sintonizados com a sua maneira de ver as coisas. No que temos sorte, pois desde o início do selo trabalham com a gente o Gustavo Dreher, produtor, e o André Ramos, artista gráfico, para citar dois exemplos mais próximos. O Móveis Coloniais de Acaju é um bom exemplo do tipo de política que deve ser adotada atualmente.
Algumas pessoas acusam a revista virtual de ser um canal para levantar a bola dos produtos do selo ou de bandas ligadas ao Senhor F de alguma forma. O que você acha disso?
Acho natural que isso ocorra, porque não é possível contemplar todo mundo. Por outro lado, temos uma linha editorial, que é ampla, mas tem seus limites, o que deve excluir alguns segmentos que, evidentemente, reclamam disso. Também não temos pernas suficientes, por falta de pessoas, de recursos, de estrutura enfim, para dar a atenção que gostaríamos para o conjunto da cena independente nacional. Agora, evidentemente temos um selo, e isso acaba interferindo de alguma maneira no processo editorial. Não somos hipócritas, nem uma "ONG" pública, como muitas vezes nos tratam, mas acredito que temos conseguido equilibrar as coisas. Acho que dá pra contar nos dedos aqueles que reclamam de falta de espaço ou de incentivo por parte da revista.
E como você vê a cena de rock em Brasília hoje? Quais bandas ou artistas novos te chamam a atenção?
Sempre achei uma das melhores do Brasil, e continuo achando a mesma coisa atualmente. Em qualquer gênero, aqui se encontram bandas que se não são as melhores, estão entre as melhores do país. Os tempos mudaram, impuseram outro padrão de relação com o mercado, e aí temos o Móveis Coloniais de Acaju, a banda que melhor resolveu isso no país. O Beto Só é, sem dúvida, o mais importante compositor moderno do crossover rock-MPB nacional. Galinha Preta é a melhor banda de hardcore do país, desde muito tempo, com um disco clássico. Os Dinamites dão um banho em matéria de rockabilly, sem ranço roots e sintonizado com a evolução do gênero no país. Sapatos Bicolores é responsável pela evolução de um gênero clássico que tenderia a isolar-se no "tradicionalismo" sulista. Watson é a promessa mais interessante entre as bandas novas nacionais, com grande diferencial em termos autorais e poéticos. Bandas novinhas como Deuses da Kaaba, Los Torrones e Tiro Williams surgem com identidade própria, fora dos modismos. Sem falar das bandas clássicas como Phonopop, Bois de Gerião, Gramofocas, etc. Mas acho que as pessoas ainda se encolhem na hora de perceber essa realidade, pelas mais variadas razões. Por vezes, acho que até mesmo os artistas, as bandas, têm dificuldade de conviver com as mudanças ocorridas, que implicam em novas relações com a arte, com o público, com a vida...
Quais são os projetos mais importantes desenvolvidos pela marca Senhor F ao longo destes 10 anos? E quais os principais planos para 2009?
Fica difícil escolher um, mas penso que a Noite Senhor F é um evento que já faz parte da memória cultural e afetiva da cidade, ou pelo menos de uma geração. Mais recentemente, o festival El Mapa de Todos causou um importante impacto pelo seu conceito, pela idéia da integração, que mobilizou muita gente e atraiu a atenção da mídia nacional e sul-americana. O selo Senhor F também é um projeto que se mostrou recompensador, especialmente pela possibilidade de abrir espaço para artistas que, talvez, não tivessem a mesma oportunidade em outros selos ou gravadoras. Para 2009, estão nos planos a realização da segunda edição do Festival El Mapa de Todos, o lançamento dos discos dos grupos Sapatos Bicolores, Superguidis e StereoScope e a realização de um curso especial sobre a história social e musical do rock. Outra importante decisão, que pretendemos avançar ainda mais, é a transformação de Senhor F em um portal sul-americano, com conteúdo, informações e serviços.
Entre as suas atividades também estão a de produtor e apresentador de rádio. Como surgiu isto pra você? Quais programas já fez? Fale sobre os dois programas atuais que desenvolve.
Como qualquer cidadão com mais de 30, 35 anos, o rádio foi um veículo fundamental para a formação musical, intelectual. Hoje, em processo de migração para a internet, a sua magia especial, no entanto, não se perde, e continua a atrair as pessoas, por meio de webradios, podcasts, etc. Acho que foi essa memória afetiva da infância e também o fato de ter crescido em um estado onde o rádio, até hoje, é muito presente no cotidiano das pessoas. O primeiro programa que fiz foi Clube da Esquina, na Rádio da Universidade Federal, voltado para a clássica e a jovem MPB de então, quando ainda era estagiário, nos anos 70. Produzia junto com Rodolfo Lucena, hoje editor do caderno de informática da Folha, e Maria Clara Jorge, jornalista e produtora, que não vejo faz muito tempo. Depois, fiz o programa Heartbeat, na Rádio Felusp, da Universidade Luterana, no Rio Grande do Sul, que teve duração de cerca de um ano, mas que também ficou na memória das pessoas, principalmente pelas raridades que apresentava. Em Brasília, a convite do Marcos Pinheiro, produzi e apresentei o Heartbeat na Rádio Cultura FM, aos sábados à tarde, por uns dois anos, se não me falha a memória, entre 1995 e 1997. Depois, na virada da década, participei como convidado, como já falei, do programa Cult 22, do Marcos Pinheiro, na Rádio Cultura. Nessa mesma época, produzi e apresentei o programa Senhor F - A História Secreta do Rock Brasileiro, pelo portal Usina do Som, da Editora Abril, de São Paulo, por 75 semanas. A partir de novembro de 2005, estreamos o programa Senhor F 100,9, junto com o Pedro Brandt. E, desde janeiro de 2008, produzo e apresento o programa Senhor F Sem Fronteira na Rádio Câmara, voltado para a música ibero-americana.
Há alguns anos a marca Senhor F esteve em alguns projetos da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, como o Arte por toda a Parte e Senhor F nas Escolas. Quais foram os resultados efetivos destes projetos?
Foram extremamente positivos, especialmente pela possibilidade de interagir mais de perto com a juventude das cidades-satélites. A expectativa sempre foi grande, da nossa parte e do público, com uma resposta, por vezes emocionante, de determinadas regiões. O projeto Senhor F na Escola parou com a troca de governo, mas acredito que é uma idéia que podemos, ou até devíamos, retomar, de uma maneira mais ampla.
Há algum tempo notamos a vinda cada vez mais constante de bandas gaúchas à cidade. Qual a característica mais marcante do rock gaúcho sob seu ponto de vista? Existem diferenças substanciais em relação ao rock produzido em Brasília?
Acho que a marca mais forte do rock gaúcho é um certo senso de "roqueiro", digamos, que faz com que o moleque já pise no palco "meio artista", mesmo que nem seja lá tão bom assim. O que, em alguns casos, pode se confundir com arrogância. Penso que, quando acompanhado de efetivas qualidades musicais, é uma característica positiva. Acho que a principal diferença, se é que existe de fato alguma, é a maior diversidade do rock produzido em Brasilia. Se o Sul é mais ligado a tradição sixtie, a psicodelia ou a Jovem Guarda, o DF é mais abrangente em seu leque de vertentes musicais, indo do rockabilly ao hardcore, com uma certa coexistência pacífica...
Você é um grande apoiador da integração artística entre os países latino-americanos, um bom exemplo disso foi o festival El Mapa de Todos realizado em 2008. Por que é importante para o Brasil que esta integração aconteça?
O mundo, em todos os sentidos, caminha para a formação de blocos regionais, que imagino, ou espero, sejam uma ante-sala para o fim completo das fronteiras, como cantou John Lennon, ou Daniel Viglietti, uruguaio e autor da música Milonga de Andar Lejos, de onde saiu a expressão "El Mapa de Todos". A unidade sul-americana, por outro lado, é uma idéia, uma vontade, algo presente no imaginário nacional desde muito tempo, especialmente no universo da música. O Brasil atualmente tem uma política externa clara, bancada pelo presidente Lula, de estímulo à integração regional, com solidariedade, apoio aos países menores e intercâmbio em todas as áreas. Acho que a integração, então, é um passo importante não apenas para o conjunto dos países, para a região, mas também para o Brasil, que cresce, afirma sua liderança com um espírito cooperativo, e não imperial e arrogante, como alguns setores esperam. O festival El Mapa de Todos teve esse espírito, com equilíbrio entre convidados e artistas nacionais, inclusive com artistas de outros países, no caso os argentinos Babasonicos, fechando uma das noites. Particularmente, acho isso natural, por eu ter nascido num estado de fronteira, vivido entre aqueles três mundos - Brasil, Argentina, Uruguai - por muito tempo, e crescido lendo e ouvindo música em duas línguas.
Na lista de melhores discos lançados em 2008, de acordo com a revista Senhor F, estão presentes nomes como Beto Só e outros trazidos para o festival El Mapa de Todos (Sr. Chinarro, Babasonicos, La Quimera del Tango, Azevedo Silva, etc.). Em quais critérios você se baseou para a escolha destes nomes?
O critério é a qualidade autoral, musical, estética, a importância cultural, que vão além do "hype" momentâneo e, geralmente, fugaz. E, particularmente nesse caso, também a decisão de produzir uma lista verdadeiramente, ou pelo menos parcialmente, global, e não apenas anglo-saxônica, com alguma coisa de nacional. Daí, a presença dos artistas citados que, exatamente por terem sido ouvidos e se destacado, foram convidados para participar do festival El Mapa de Todos. As receptividades do público a esses artistas no festival e a presença de seus discos em variadas listas em seus países comprovaram o nosso acerto nas duas situações. Como foi o caso do disco do Beto Só, Dias Mais Tranquilos, para citar o exemplo mais próximo, eleito o melhor disco independente do ano pelo Correio Braziliense.
Foto: Renato Reis
Colaborou: Marcos Pinheiro
Há 19 comentário(s) para esta entrevista Leia, comente, discorde, opine... Fala que eu te escuto!
Mais do mesmo...
O Anjo de Butes: Uma vida de tintas, sexo e rock´n roll
Livro descreve os bastidores do rock em Brasília, São Paulo, Londres e Nova Iorque.
50 horas de música de Brasília
Homenagem da Rádio Cultura no aniversário da cidade.
|
|
|
|
|
|
|
|
RádiosOnLine |
|
|
| |
|
Siga-nos |
|
| |
|