|
|
|
Release |
|
|
| |
|
Publicidade |
|
|
|
|
NewsLetter |
|
|
| |
|
Números |
Visitas: 133186
Publicações: 373
Comentários: 2240
BandasCadastradas: 184
MúsicasOnLine: 42
|
| |
|
|
|
|
|
Banda Blazing Dog
Banda fala de seus novos trabalhos e de como o Metal consegue prosperar na cidade.
por Fellipe CDC 
Considerando a data de formação, 2004, não se pode considerar a Blazing Dog como uma banda veterana, entretanto, a primeira formação reunia músicos com larga experiência, vindos de bandas como Narcoze e Tides of Eternity. Como foi reunir esse grupo e por qual razão Júlio (bateria) e Wallison (guitarra) deixaram o time?
Renan: O Blazing começou a tomar forma quando Carlos Sousa (vocal - Ex-Narcoze), assistindo um vídeo do Grave Digger, teve a idéia de montar uma banda de Heavy Metal nos mesmos moldes, tocando Metal com garra e sem firulas. Júlio César (ex-Narcoze) e Wallisson Mota (Ex-Tides) foram dois integrantes na fase inicial da banda, ajudando a moldar o som do Blazing. Porém a banda enxergou que precisava de músicos mais técnicos, o que ocasionou a saída de ambos.
Os músicos da Blazing, tanto os que já tocaram quanto os que ainda tocam, vieram de várias escolas do Metal, logo, como essa gama de influências é absorvida e condensada dentro do trabalho da banda? Power Metal seria um bom termo para definir o som de vocês?
Renan: Toda e qualquer influência, desde que o resultado final agrade a banda, é bem-vinda. Você pode escutar no Blazing Dog: Heavy, Thrash, nuances de Doom...Se você retirar os rótulos que antecedem a palavra metal, restará o que realmente importa. Estamos nessa pelo metal, única e simplesmente
Quanto ao Power, acho um rótulo polêmico. Ele já serviu para designar o Venom, Celtic Frost e afins nos anos 80. Nos anos 90 e início do novo milênio, serve para rotular as bandas de melódico e heavy. Particularmente, não gosto de complicar as coisas. Penso que rótulos são para produtos de supermercado. Somos Metal e isso é o suficiente para os amantes do estilo.
Como está a formação e como está fluindo o trabalho em equipe? Todos contribuem com idéias para as construções das músicas?
Renan: Temos um grupo muito forte, todos ralam para ver a banda crescer. Esse foi o grande diferencial do Blazing para as outras bandas que já fiz parte. Penso que por isso, estamos tão empolgados em participar dela.
A maior parte das idéias musicais vem do Gustavo Freitas (guitarra). O cara é uma verdadeira maquina de riffs! Ele nos mostra o que esta compondo, damos nossas opiniões e seguimos em frente com a música, acrescentando idéias. Também sempre surge um integrante com alguma melodia que vem a sua cabeça. Quando gostamos, o que era composição particular passa a fazer parte do repertório do Blazing Dog.
Qual o futuro das bandas, uma vez que poucas pessoas estão comprando CDs e, parece, menos ainda estão indo aos shows? A magia se perdeu? Qual a solução para essa crise que se agrava a cada dia?
Renan: A cena se desenvolveu porque, além da paixão pelo metal, as bandas conseguiam fazer shows e prensar discos. Isso é o mínimo para que ela continue evoluindo. Não acho que alguém vá ficar rico fazendo metal (Robertinho do Recife até tentou, mas se fodeu! Hahahaha!), mas também não podemos vender as calças para lançar um CD.
Como quase todo mundo tem acesso a internet, penso que a venda de CD´s/MP3 por esse meio é uma alternativa. Outra saída mais interessante é a de banda produzir shows diferenciados e neles vender seu CD a um preço acessível. Vale o ditado: “em terra de cego, quem tem um olho é rei!”
Mas vamos falar sobre coisas boas... Como estão os preparativos para o full lenght “Metalic Beast”. Quem sugeriu esse nome para o disco, quem fez a capa, quem foi o responsável pelo lay-out, quantidade de músicas, enfim, dê uma rápida geral sobre o mesmo.
Renan: O nome foi sugerido por mim e a banda fez uma votação interna com outras sugestões. Esta acabou ganhando. É um titulo bem adequado para o conteúdo. A capa e lay-out do encarte, que ficaram fenomenais, foram feitos por Carlos Sousa, que em sua vida paralela ao metal trabalha como designer gráfico e fez vários trabalhos para bandas do meio. Definimos a quantidade de músicas pelos números de composições que tínhamos. Todo o material composto pelo Blazing Dog até hoje está na bolachinha!
Vocês resolveram passar por cima do estágio “demo”. Por qual razão?
Renan: Como você nos perguntou anteriormente, a crise do meio musical foi o motivo. Se poucos compram um CD hoje, imagine uma demo! Quando estávamos prontos para gravar a demo, tínhamos 6 composições engatilhadas. Pensamos em lançar um EP ao invés da demo, mas no final das contas nos decidimos pelo CD.
Como pretendem divulgar o trabalho e quais as expectativas com o mesmo?
Renan: A divulgação será feita em internet e mídia especializada. Pensamos em modelos nuas cobertas somente com a pintura da capa do disco, desfilando pelas rodoviárias das principais capitais do país. Infelizmente o orçamento não deu. Fica pro segundo CD a idéia.
As expectativas do trabalho são grandes, pois acreditamos que temos um ótimo disco em mãos. Vamos ver o que vai rolar, mas penso que teremos uma grande resposta dos headbangers!
O CD virá com quase um ano e meio de iniciado o processo de gravação. Por que tanta demora e como é manter tanto tempo o gozo reprimido?
Renan: Duas palavras: Orbis Estúdio. O Marcos Paulo, proprietário do estúdio, faz um bom trabalho, mas dificilmente tem horários disponíveis para gravações. Podíamos ter finalizado o disco em quatro meses, porém estamos entrando na reta final somente agora.
Muitas vezes essa situação frustrou e ainda frustra a banda, mas nada vai parar o Blazing. Temos um contrato de alma com o metal e ele será cumprido!
Mesmo com todos os problemas, com a grande mídia tendo decretado a sua morte, o estilo de música Heavy Metal (abrangendo todos os seus estilos) continua firme e forte. É um dos únicos estilos de música que resiste a tantas idas e vindas da moda. Dá orgulho fazer parte desse cenário musical?
Renan: E como. Não só do cenário, mas desse estilo de vida. Minha filosofia pessoal foi baseada no que aprendi com o metal. Tenho um débito eterno com ele, difícil até de explicar com palavras. Penso que a liberdade, transgressão de padrões e questionamentos do estilo são exemplos que qualquer pessoa pode aplicar em sua vida.
Sabemos que o metal vem do underground e vez ou outra se torna mainstream. É um ciclo e somente os fãs verdadeiros permanecem após a virada de mesa ocorrer.
Durante esse longo período de produção do álbum “Metalic Beast”, o que mais fez a banda, uma vez que reduziram a boa seqüência de shows que vinham fazendo? Vocês já estão com quantas músicas novas além das que estarão registradas no CD?
Renan: Nesse meio tempo, preparamos o site, myspace, comunidade no Orkut, investimos em equipamento, ou seja, deixamos tudo pronto para o lançamento do CD. Infelizmente, chegamos ao ponto de que para continuar a crescer como banda, precisávamos ter um CD lançado. Afinal, a banda depende da música que faz, assim como um escritor depende do livro que escreve.
Quanto aos shows, sentimos que havíamos tocado o suficiente no DF sem ter um disco nas mãos. Para não cansar o publico, resolvemos dar uma pausa. Voltaremos com gás total quando lançarmos o CD, não só no DF como em todo o país.
Quanto as composições novas, já temos duas finalizadas e vários riffs prontos. Está ficando matador!
O Marreco (produtor de show local) convidou a Blazing Dog para homenagear a Judas Priest em uma apresentação na qual tocarão um álbum, na integra, dessa lendária banda inglesa. Há quantas anda esse projeto e qual a sua opinião sobre shows e bandas covers?
Renan: O Blazing já tirou o disco de cabo a rabo, esperando apenas a confirmação do show. Ficamos no aguardo!
As bandas covers são facas de dois gumes. Por um lado, quando o cover é bem feito e caracterizado, acho legal assistir. Tem muita banda que não tive oportunidade de ver e os covers matam um pouquinho dessa ânsia.
Por outro lado, creio que muitos músicos que tocam em bandas covers também têm capacidade de criar boas composições. Imagine se Steve Harris se contentasse em fazer covers do Jethro Tull e Wishbone Ash e James Hetfield estivesse feliz em uma banda tributo ao Diamond Head. Nesse futuro caótico e desolado, a terceira guerra mundial com certeza já teria estourado!
Acho que para o momento é só. Obrigado pela oportunidade e se despeça dos leitores deixando os contatos da banda para shows e para quem quiser garantir o disco.
Renan: O Blazing Dog é que agradece a oportunidade cara! Muito obrigado por ser esse batalhador insano do underground!
Para você que está lendo isso:
APROVEITE A CENA INTENSAMENTE! APOIE AS BANDAS QUE GOSTA, VÁ AOS SHOWS, VIVA O UNDERGROUND!
Contatos: http://www.blazingdog.net
http://www.myspace.com/blazingdog
e-mail: renan@blazingdog.net
Há 0 comentário(s) para esta entrevista Leia, comente, discorde, opine... Fala que eu te escuto!
Mais do mesmo...
Wacken Metal Battle
Conic: cenário de batalhas
Salve, salve Porão do Rock
A primeira noite do festival foi metaleira, imprevisível e deliciosa
Porão do Rock promoverá revival de bandas históricas
Cinco bandas serão resgatadas para o festival.
Porão do Rock deste ano terá atração surpresa!
Quem será?
Porão do Rock 2009
Serão dois dias, 40 atrações e de graça!
|
|
|
|
|
|
|
|
RádiosOnLine |
|
|
| |
|
Siga-nos |
|
| |
|