Salve, salve Porão do Rock
A primeira noite do festival foi metaleira, imprevisível e deliciosa
por Bruna Senseve 25 de setembro, 2009
Fala roqueiros de Brasília! No último fim de semana, como todos sabem, rolou o Porão do Rock já famoso por trazer algumas bandas gringas que a galera se coça para ver e também por reunir em dois, um ou três dias (nunca se sabe), o maior número de roqueiros por metro quadrado. Bom, se no ano passado o pessoal do hardcore foi muito bem representado com shows do Mukeka di Rato e Suicidal Tendencies, este ano ficou para a galera do metal.
A noite de sábado na Esplanada prometia grandes emoções com Elffus, Mindflow, Angra e, para fechar com chave de ouro: Sepultura. Até no domingo que noite era mais leve, cheia de revivals de bandas antigas de Brasília (com os fãs se rasgando), o pessoal do rock mais pesado tinha um espaço reservado no palco pílulas com bandas candangas conhecidas ou "escolhidas" pela seletiva. Tocou Cabeloduro, Bootlegs, Blazing Dog, Dynahead, Kanela Seka.??Tudo muito bem, tudo muito bom, de graça na Esplanda, com buzão pra todo mundo.
O primeiro show começou uma hora mais tarde que o marcado, mas até que a surf music dos caras do Super Stereo Surf, às 17h, vieram a calhar com o calor e o sol. A banda Orgânica diretamente de sampa que tocou no ano passado no palco pílulas e foi "promovida" este ano viria exatamente depois, apenas um problema: cadê os caras? A banda não apareceu no horário do show e os argentinos do El Mato a un Policia Motorizado ficaram com a bola. Mandaram ver no palco principal e foram seguidos pelos atrasados do Orgânica.??Aí vai uma coisa. Se a banda fosse daqui de Brasília talvez não teria tocado depois de não aparecer no horário marcado, prejudicando o festival que finalizou a noite com mais de três horas de atraso. Pelo menos o Dynahead que estava preparado não tocou e ficou para o dia seguinte. Não que seja culpa do pessoal do Orgânica, longe disso (mas vamos combinar? Traz eles mais não). O problema foi a organização começar abrir as pernas para as bandas que depois da palhaçada do Orgânica começaram a pintar e bordar. O Sepultura exigiu tocar no horário marcado (o que eles estão cobertos de razão), colocando Mugo, Angra, Mindflow e Dynahead para depois. E ainda assim antes do Sepultura subir ao palco, o público ansioso esperou um bom tempo de passagem de som o que ainda piorou a situação do horário.??O show? Fantástico como sempre. Os caras tocaram um monte de música antiga como Scape to the void, Arise, além de Refuse/Resist e Territory, do Chaos AD, Troops of Doom, do primeiro cd, e fecharam gloriosos com Roots Bloody Roots. Quer conferir? Veja o vídeo abaixo.
A noite não acabou por aí. Às 3h30 da madruga, subiram os caras do Angra que gostaram da idéia do Sepultura e mesmo com um atraso absurdo, também passaram o som durante muito tempo no palco. Pelo menos quando começou, começou direito. Carry on fez todos os roqueiros que já estavam esparramados pelo?gramadão, levantar e correr para a frente do palco. Eles tocaram Angels Cry, Acid Rain, Nova Era e mais outro tanto. Foi um show só de sucessos, mesmo com um Kiko Loureiro mal encarado e um Edu Falaschi mais que disperso. Pelo menos para essa dispersão, os fãs da banda deram um jeitinho, ou digo melhor a fã. No momento em que a banda fazia Rebirth cantada em coro pela multidão, uma fã ensandecida subiu da área vip para o palco principal, segurou o rosto de Falaschi com as duas mãos e tascou-lhe uma beijoca. Romântico, não? (rs). Bom, depois disso ele com certeza ficou mais solto e finalizou a música com notas bem mais animadinhas. Dá-lhe Bono Vox!
A noite fechou com Mindfow, às 4h30. Uma banda que surpreendeu pelo profissionalismo, presença de palco e qualidade. Pena que sobraram poucos para assistir, mas roqueiro que é roqueiro "refuse and resist"!